Uma empresa de software B2B em scale-up depois da série B, 750 colaboradores, operação totalmente remota em 18 estados. O eNPS (employee Net Promoter Score) tinha caído de 42 para 11 em 18 meses. Gerentes promovidos por mérito técnico lideravam times remotos sem nunca terem sido preparados para isso. Dois VPs saíram em seis meses, com repercussão pública. Três processos seletivos para CHRO fracassaram no ano anterior.
O diagnóstico foi orientado por OPI e separou três fatores que se reforçavam: cultura nunca escrita, gerência sem preparo, decisões de pessoas resolvidas em conversas paralelas entre os sócios. Nas decisões de retenção mais críticas, cada caso passou por revisão humana antes de qualquer ação. Um painel mensal de people analytics entrou no ar, com risco de saída por área e senioridade.
A operação não parou aí. Três frentes seguem em curso depois da deliberação do conselho: a codificação da cultura, a capacitação dos gerentes de tecnologia, um ritual trimestral de governança entre os sócios. Um business partner sênior foi contratado com mandato direto do conselho para coordenar a execução ao longo de doze meses. O suporte segue até a maturidade do time interno, não até uma data no contrato.
Em doze meses, o que eram três buscas fracassadas por um CHRO virou uma função de pessoas instalada e governada, com decisão de retenção sob critério e cultura em codificação.
750 colaboradores · eNPS 42 → 11 no ponto de partida · painel mensal ativo · ritual trimestral de governança · suporte até maturidade